segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pa(i)rando pra pensar.

Hoje a tarde o calor estava praticamente insuportável, mas ainda agora choveu. Típico de dias de verão, ainda mais no interior. São chuvas passageiras e calor intensamente intenso. E a parte do calor é a mais chata, confesso.
Junto da chuva veio as memórias. Parte delas nem aconteceram ainda, mas já estão sendo premeditadas por uma cabeça ansiosíssima, um coração efusivo que sofre por antecipação desde...Sempre.
Tem mudança vindo por aí, bagunça mental e esforço exacerbado também. Tenho consciência que se existir "culpa" diante disso, a tal é inteiramente minha. Crescer nos acarreta duas mil e uma responsabilidades. Juro que queria voltar uns anos atrás pra ouvir de mim mesma mais velha uns anos, o quanto era difícil crescer. A gente ama dar conselhos, mas não segue nenhum. Minha mãe já avisava, mas a fala dela não fazia tanto sentido pra uma menina que apesar de ter responsabilidades desde muito nova, não passava de uma menina. 
Como volta pro passado? Eis uma pergunta que jamais será respondida. E se um dia for, será num daqueles sonhos que temos onde sonhamos com coisas aleatórias e acordamos felizes da vida, mas como disse, acordamos, somos obrigados a encarar a vida de frente e de cabeça erguida. 
A máquina do tempo não volta, o relógio, apesar de dar voltas e mais voltas, não nos traz de volta os dias que passaram. É retórico tudo isso, mas é verídico. 
Consigo ver que as pseudos reclamações da época de criança, eram só "pseudos" mesmo, a verdadeira reclamação parte vem agora e outra parte quando amadurecemos ainda mais. Só pra não dizer envelhecer.
Tudo o que eu queria, era poder por um segundo resolver os conflitos internos. Não só os meus, mas o de uma boa parte de pessoas que conheço e convivo. 
Quem sabe sem o coação pesado e a cabeça tão confusa tenhamos paz? A paz espiritual que me refiro. Todos deveríamos praticar a paz interior. O nosso momento é tão único que deixamos escorrer pelos dedos e o que nos resta é só escrever de um passado não tão distante mas que aos poucos, só nos deixará de lembrança, as escritas.

Prefácio...

Recomeçar. É essa a palavra. 
Resolvi reverter tudo o que por aqui existia, e transformar em rascunho. Vou deixar meu pensamento seguir e meus dedos "falarem" por si só. 
Escrever é mais que um verbo, escrever é uma terapia. Desde muito cedo aprendi isso, e antes das coisas virarem decepções e lágrimas, se transformavam em esboços. Muitos deles tenho até hoje, e apesar de não ser mais a garota de 14 anos que sofria por amores platônicos, tenho em mim alguns daqueles traços. Não, não sofro mais por amores platônicos e a idade, logicamente não é a mesma, mas alguns dos traços que carrego desde aquela época é que, eu ainda amo escrever e me sinto livre quando algo me aborrece e passo a transmitir isso assim, simplesmente escrevendo. Ou bem ou mal, escrevo. Pra mim, como já foi dito é terapia, é reconhecimento, é recomeço.
E através do recomeço, eu trago esboços novos. Sem as lamúrias de adolescência, sem os amores platônicos e sem os desamores. Porém, com muita bagagem emocional, com a visão diária e um pouco assustadora do que é crescer, criar responsabilidades e ter que assumir, sem fugir, sem pirar, sem sumir. Eu cresci e vou continuar até o fim de minha vida. Por que não dividir isso através das palavras, que são inúmeras e que não param um só minuto de surgir?